As contas do impeachment: Dilma se complica, mas jogo está aberto

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Faltando menos de 4 dias para a votação do afastamento de Dilma Roussef na Câmara dos Deputados, as atenções se voltam aos números do impeachment: quem é contra e quem é a favor da saída da presidente. São hoje três fontes que contabilizam as movimentações dos deputados às vésperas do dia D: Vem Pra Rua, Estadão e O Globo. Vamos aos números:

O Placar do Impeachment do Estadão mostra o resultado mais desfavorável à presidente. São hoje 332 a favor, 124 contra e 57 que estão indecisos ou não responderam. Nesse cenário faltam apenas 10 votos para a aprovação na Câmara.

No Termômetro do Impeachment, do Globo, a situação é ligeiramente diferente. São 329 a favor, 113 contra e 71 que não opinaram. Faltariam 13 deputados para a aprovação.

Já no Mapa do Impeachment, do Vem Pra Rua, a situação de Dilma é menos deseperadora: São 324 a favor, 113 contra e 76 indecisos. Nesse cenário ainda faltam 18 votos para o impeachment.

Com os números em mãos podemos concluir que falta pouco para o impeachment ser aprovado na Câmara. As últimas notícias indicam uma clara tendência de adesão ao impeachment e a pressão popular deve ser tornar ainda maior, principalmente a partir de sexta-feira, quando começa a sessão do impeachment, que culminará com a votação no domingo. No entanto, apesar de uma tendência favorável ao impeachment, os números ainda não mostram uma vitória avassaladora no domingo, e nem sequer garantem uma margem de segurança. É bem provável que cheguemos no domingo com os números apontando apenas o necessário.

A verdade é que preciso manter os pés no chão: Dilma está em uma situação bem menos dramática do que Collor estava 24 anos atrás. Nessa altura, o ex-presidente carregava sobre os ombros uma pressão avassaladora. Era consenso nacional que ele não escaparia. Dilma tem uma base mais sólida e as articulações nos bastidores não mostram ao público os números verdadeiros do “jogo do impeachment”.

É difícil dizer com precisão quantos votos faltam para os tão sonhados 342 no domingo. Não há mais razões para se manter indeciso nessa altura, logo, a teoria é de que boa parte dos que não opinaram até agora, votem com o governo. Outro detalhe que é difícil prever é a veracidade dos números. É bem provável que parte dos que se dizem a favor do impeachment, estejam blefando para evitar um “linchamento moral”. Apesar dessas incertezas, muitos dos aliados do governo, já dão como certa a derrota no domingo.

A conclusão é que o jogo está aberto. Se fosse uma partida de futebol eu diria que o governo está perdendo de 1 a 0, sendo pressionado e muito próximo de levar o segundo gol, com 1 jogador a menos e o jogo no 40 minutos do segundo tempo. Ao governo só cabe um revés improvável, um contra-ataque inesperado, uma bola traiçoeira nos acréscimos. O impeachment segue com amplo favoritismo, mas os bastidores do governo deixam o jogo aberto. Definitivamente, só teremos tranquilidade quando a votação se encerrar no domingo. Até lá só nos resta torcer.

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